Saturday, February 18, 2012

MiniCom anuncia medidas para reduzir burocracia nos processos de radiodifusão

Portaria assinada pelo ministro Paulo Bernardo regulamenta o decreto nº 7.670, publicado em janeiro.

Foto: Herivelto Batista
Brasília, 15/02/2012 – O Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou nesta quarta-feira, em reunião com radiodifusores, uma série de medidas para desburocratizar os processos em tramitação no ministério. A mais imediata foi a assinatura de uma portaria que dá autorização provisória aos radiodifusores que já têm local de funcionamento aprovado, mas que ainda não estão licenciados. A portaria nº 86 foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira. Confira a íntegra aqui.

Com a pré-autorização, as emissoras já poderão funcionar assim que o Congresso Nacional publicar a autorização da outorga, sem precisar esperar a vistoria técnica e o licenciamento. O ministro destacou que essa autorização provisória vale apenas para os processos antigos, que já passaram pelas etapas de outorga, ratificação do Congresso e aprovação de local.

No caso de novos processos, esse procedimento já será o padrão, de acordo com as mudanças estabelecidas pelo decreto nº 7.670, de janeiro deste ano. O objetivo das mudanças, segundo Paulo Bernardo, é dar mais agilidade aos processos.

“Às vezes, a empresa passa por todo o processo no Congresso Nacional e fica dependendo de uma autorização de funcionamento que demora muito tempo aqui no ministério. Fizemos essa pré-autorização para desafogar os procedimentos”, explicou o ministro.

Paulo Bernardo também anunciou que o MiniCom vai assinar, em breve, um convênio com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para que os processos de engenharia sejam analisados pela agência, que conta mais com mais pessoal e mais capilaridade que o ministério, por conta das unidades regionais.

Ele acrescentou que a meta do ministério é informatizar todo o sistema de radiodifusão. Assim, todas as informações sobre os processos ficariam disponíveis na internet e seria possível, para o radiodifusor, fazer todos os requerimentos online.

“Todas essas medidas ajudam a profissionalizar cada vez mais o setor. Todos os que querem ter uma outorga e prestar o serviço direito terão o nosso apoio. Vamos ajudar quem é sério e dificultar a vida de quem é amador, de quem entrou nas licitações apenas para ver no que dava”, ressaltou Paulo Bernardo.

Pagamentos e renovações de outorgas

O ministro e o secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica, Genildo Lins, reforçaram, ainda, o maior rigor do ministério quanto aos pagamentos das outorgas pelas empresas vencedoras das licitações. Segundo Genildo Lins, o MiniCom vai convocar as empresas que ainda não pagaram a primeira ou a segunda parcela da outorga e emitir novos boletos, dando uma chance para que a situação seja regularizada.

A data para a mudança será 31 de março. Para quem estiver inadimplente até essa data, será gerado um boleto com 60 dias para o pagamento. Quem se tornar inadimplente após 1º de abril será tratado de acordo com as novas regras. Se a primeira parcela não for paga, a outorga será extinta. No caso de inadimplência na segunda parcela, o processo será encaminhado para a AGU. A portaria com as mudanças no pagamento deve ser publicada ainda neste mês.

A renovação de outorgas também sofrerá alterações. O prazo para as emissoras entrarem com o pedido de renovação junto ao ministério é de 6 a 3 meses antes do vencimento. No entanto, algumas emissoras apresentavam os pedidos fora desse prazo, que vinham sendo aceitos como pedidos intempestivos. Esse procedimento não será mais aceito pelo MiniCom, que estabeleceu o prazo de 31 de maio como limite para acatar todos os processos intempestivos já iniciados.

"Os pedidos que já estão aqui serão acatados e aqueles que não entraram ainda têm até 31 de maio para fazê-lo. A partir de 1º de junho, não vamos mais aceitar pedidos intempestivos”, explicou o diretor do Departamento de Outorga de Serviços de Comunicação, Dermeval da Silva Junior.
Publicado em 15/02/2012

Fonte: MC.

Ancine abre inscrições para edital de coprodução Brasil-Uruguai


Projeto selecionado pela Agência receberá o equivalente em reais a US$ 150 mil

A ANCINE recebe a partir desta sexta-feira, 10, inscrições para o edital Brasil-Uruguai de concessão de apoio financeiro a uma coprodução minoritária brasileira de longa-metragem, de produção independente, no gênero ficção, documentário ou animação, que ainda não tenham iniciado suas filmagens. As inscrições terminam no dia 10 de abril.

O concurso se alinha ao Protocolo de Cooperação celebrado em 2010, entre o Instituto do Cinema e do Audiovisual do Uruguai - ICAU e a ANCINE. Ao mesmo tempo, acontece concurso similar no Uruguai, a cargo do ICAU, destinado a apoiar um projeto apresentado por produtora local que participe do projeto na qualidade de empresa coprodutora minoritária. A empresa coprodutora majoritária brasileira desse projeto receberá da ANCINE o equivalente em reais a US$ 50 mil.

De acordo com Manoel Rangel, diretor-presidente da ANCINE, o objetivo do acordo Brasil-Uruguai é "construir um espaço diferente, de cooperação, de soberania, a partir de um ponto de vista da fraternidade".

Os interessados devem preencher o formulário de inscrição disponível aqui; fornecer a documentação necessária ao reconhecimento prévio de coprodução conforme previsão do Acordo Latino-Americano de Coprodução Cinematográfica; enviar uma carta do(a) diretor(a) da obra confirmando sua participação no projeto; submeter o currículo do(a) diretor(a) da obra; enviar o histórico da proponente; mandar histórico da(s) demais empresa(s) coprodutora(s);  além de um contrato firmado entre a proponente e empresa distribuidora brasileira, prevendo a distribuição da obra resultante do projeto selecionado no Brasil; enviar o protocolo ou registro do argumento ou do roteiro cinematográfico na entidade uruguaia ou brasileira competente.

“Nossa política na ANCINE tem dois braços muito claros: o principal é a expansão do mercado interno. Outra perna importante dessa política é a internacionalização dessa produção brasileira. Nesse movimento, nós tivemos ao longo dos últimos anos um conjunto de medidas para viabilizar um número maior de coproduções internacionais. Os editais de coprodução atuam no sentido de estimular a coprodução de obras audiovisuais e de filmes em uma perspectiva de trocas culturais, de ampliar o horizonte da criação artística, mas também de ampliar as condições de financiamento e de obtenção de mercado dessas obras”, diz Manoel Rangel.

Acesse o edital de coprodução Brasil-Uruguai 2012 e os anexos abaixo:


Fonte: Ancine.

Participação feminina na política será discutida nos festejos do Dia da Mulher


14/02/2012 15:43
Beto Oliveira
Dep. Erika Kokay (PT/DF)
Erika: "Não teremos uma democracia real enquanto houver apenas 8,7% de mulheres na política."
As comemorações, na Câmara, do Dia Internacional da Mulher (8 de março) terão como principal tema neste ano a participação feminina na política brasileira. Com o lema “80 anos da Conquista do Voto Feminino – Mulher no Poder”, a campanha relembrará a história do voto feminino, autorizado nacionalmente em 1932, e discutirá as conquistas políticas das brasileiras desde então, além dos desafios futuros. A agenda de atividades para a semana do Dia da Mulher foi definida nesta terça-feira (14) em reunião da bancada feminina.
As comemorações serão marcadas por uma sessão solene do Congresso no dia 6 de março, às 9h30, e por um seminário na tarde do mesmo dia sobre o assunto. Para a sessão solene serão convidadas ministras de Estado e a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon. Haverá ainda uma exposição, no corredor do Plenário, a respeito dos 80 anos do voto feminino no País. "É preciso marcarmos o direito da mulher de votar e avançarmos na discussão com a sociedade. Não teremos uma democracia real enquanto tivermos apenas 8,7% de mulheres na política", afirmou a deputada Erika Kokay (PT-DF), uma das integrantes da comissão que foi criada para organizar os festejos do Dia da Mulher na Câmara.
No dia 7, está prevista a assinatura de um acordo de cooperação entre a Casa e o Banco Mundial. A Procuradoria da Mulher da Câmara foi premiada com a doação de 300 mil dólares (cerca de R$ 515 mil) do Fundo de Desenvolvimento Institucional do Banco Mundial para executar projetos na área de gêneros.
Comissão geral
As deputadas pretendem ainda realizar uma comissão geral para discutir com ministros propostas da pauta feminina, como aposentadoria para donas de casa ou temas das áreas de saúde, educação e violência contra a mulher.
“Vamos apresentar ao presidente Marco Maia uma relação de proposições importantes que tramitam na Câmara, como o PL 6653/09, que trata da equidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho”, informou a deputada Dalva Figueiredo (PT-AP).
Também participam da comissão organizadora as deputadas Romanna Remor (PMDB-SC), Keiko Ota (PSB-SP), Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), Rosane Ferreira (PV-PR), Carmen Zanotto (PPS-SC) e Janete Rocha Pietá (PT-SP), coordenadora da bancada feminina.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Noéli Nobre e Luiz Claudio Canuto
Edição – Marcelo Oliveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'
Fonte: Agência Câmara.

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